Boa leitura!

domingo, 9 de março de 2014

PADRE CALAZANS NOS CONTOU

          Num bairro pobre de Paris, um Padre recebeu ordem de seu Bispo para construir uma igreja. Bairro proletário, habitado em grande parte por materialistas e comunistas. Era época de Stalin, o ditador da União Soviética.
           Missão impossível... mas a ordem tinha que ser cumprida!. Dias e noites barbarizavam a mente do pobre sacerdote até que, numa madrugada, ele em oração suplicando a Deus uma luz nas trevas, eis que uma pedra cai em seu colo, sem antes estraçalhar a vidraça de seu quarto. Assustado a princípio,  passados alguns minutos sua mente e alma se iluminaram e, caindo de joelhos, em prantos, agradeceu a Deus a Sua mensagem, pois aquela pedra seria a primeira a ser empregada na construção do novo Templo.
         Em seus sermões em galpões improvisados, pequenas famílias se empolgaram com essa mensagem divina e a notícia milagrosa se espalhou aos quatro ventos e uma multidão se converteu.
         O formigueiro humano então se formou, homens, mulheres, velhos e crianças na ajuda à santa missão, aquela ordem episcopal.
              Corroído pelo remorso, aquele homem rude, autor da pedrada, procurou o padre, confessou seu pecado e, em lágrimas ofereceu seu trabalho, tornando-se um cristão, mais um pedreiro de Deus. Em pouco tempo os sinos repicavam saudando a nova Casa do Senhor.


                                     


              Dois amigos se encontraram em Jerusalém, às vésperas da Semana Santa e a conversa entre eles, naturalmente, se concentrava em torno de Jesus Cristo, Sua vida, a Via Sacra, o Golgota, a crucificação e outros assuntos.
          Um deles, católico fervoroso e outro, um famoso engenheiro incrédulo, duvidoso entre a materialidade e a espiritualidade da vida. Este contou ao amigo que tinha vasculhado todo o terreno pisado por Cristo e, com aparelhos sofisticados sondou e revolveu toda a terra da caminhada de Jesus, de Belém a Jerusalém, não encontrando prova alguma de Sua existência divina.
          O amigo piedoso ainda tentou argumentar mas ele não se convenceu. Despediram-se, era véspera da Sexta Feira da Paixão.
           Tomado de grande espanto o homem piedoso ficou estático com a cena que se deparava a sua frente:... suando em bicas, “flagelado” pelos centuriões romanos, estava lá o engenheiro, simulando Cristo, carregando a Cruz nas ruas estreitas à Caminho do Calvário.
         Finda a Via Crucis, o engenheiro banhado em lágrimas, esfalfado e desfalecido abraçou o amigo confessando: as palavras vãs de ontem nada valem, o que vale é ter Jesus em meu coração.



                                                   

                             Quantas Divisões tem o Papa?

                                                                        Na organização de um Exército,
uma Divisão tem o efetivo
 de aproximadamente 
15.000 combatentes.
           

           Era o dia 5 de março de 1953. Entusiasmados, assistíamos a mais uma conferência do agora Monsenhor Benedito Calazans, na época considerado o maior orador sacro da igreja católica de São Paulo. Diga-se de passagem que Calazans tinha sido nosso professor de Ética na antiga Escola de Oficiais da Força Pública.
           Já terminando a bela conferência, o padre Godinho, seu amigo (Godinho era Deputado Estadual e Calazans  Senador da República, ambos pela UDN) lhe dá a notícia da morte de Stalin, que havia assumido o poder da União Soviética, sucessor de Lenine, o Chefe da Revolução Bolchevista de 1917.
           O Senador emudece, seu olhar vago, palidez em seu rosto, segundos de meditação. A situação deveras traumática... Stalin, o chefe do comunismo, o homem de aço, o matador de milhões de russos brancos, o construtor do muro de Berlim, o responsável pela Guerra fria... estava morto!
           Voltando do êxtase, Calazans nos olha fixamente, domina a plateia e nos conta que, no início da Segunda Grande Guerra Mundial (1939-45), em uma entrevista fora ressaltada por um jornalista a posição do Vaticano, ferrenhamente contrário aos ditames do comunismo ateu. Stalin, extravasando todo seu ódio respondeu:

                                 Quantas divisões tem o Papa?!

            Altaneiro, numa postura espartana, o Senador Calazans vibra e nos fala, terminando sua conferência: a estas horas Stalin está sabendo quantas divisões tem o Papa!.


                    Calazans faleceu aos 95 anos, todos eles dedicados à Pátria e a Cristo.

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