Boa leitura!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Guarda Civil



Em 22 de outubro de 1926, por lei do então presidente Carlos de Campos, foi criada a Guarda Civil de São Paulo, que, durante 44 anos, prestou relevantes serviços ao Estado e a Nação.
Rememorando a história, a década de 20 foi, no programa político do Brasil, extremamente grave. Foi a década das revoluções:
1922: O Levante do Forte de Copacabana, início do Tenentismo;
1924: A Revolução de São Paulo, continuidade do Tenentismo;
1926: O Tenentismo perseguido pelas forças legais e
1930: O Tenentismo vitorioso, começo da Era Vargas.
Até 1926, o policiamento de São Paulo estava a cargo da Força Pública, com os seus 2 corpos de Guarda Cívica, o primeiro corpo na capital e o segundo no interior.
Para a perseguição aos revoltosos da Coluna Miguel Costa-Prestes, em Mato Grosso e Goiás, a Força Pública recebeu ordens para mobilizar 2400 homens (Infantaria, Cavalaria, Infantaria Montada, Sapadadores e Aviação Militar).
Ocasião em que foram extintos os 2 corpos da Guarda Cívica, transformados em 6º e 7º Batalhões de Caçadores, para o reforço da Infantaria.
São Paulo então ficou sem segurança e as ocorrências policiares começaram a assustar as autoridades e a população. Centenas de civis apresentaram-se para o policiamento, mas não deu certo. Foi então que o Presidente Carlos de Campos criou a Guarda Civil de São Paulo nomeando seu 1º diretor: Dr. Antonio Pereira Lima. Nomeou também o Cel. Alexandre Gama, ex-comandante da Guarda Cívica como organizador e instrutor da novel corporação.
Nas revoluções de 30, 32, 35 e 38, a Guarda Civil lutou ao lado da Força Pública defendendo a ordem constituída a legalidade e só uma vez ambas foram rebeldes ao governo federal quando defenderam São Paulo, em 32.
A Guarda Civil participou da Segunda Guerra Mundial, com 79 homens.
No dia 09 de março de 1970 marcou o fim da Guarda Civil e a criação da Polícia Militar herdeira das virtudes e dos bens culturais das duas entidades.

5 comentários:

  1. Comandante:

    O símbolo apresentado na vossa postagem não estaria errado?
    Ali está o símbolo da GCM da cidade de São Paulo e não o símbolo da antiga Guarda Civil do Estado.

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  2. Caro amigo Galdino,

    Agradeço pela atenção!
    Inserido o símbolo correto...

    Abraços do amigo Cel. Edilberto.

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  3. POLICIA CIVIL DE SAO PAULO... JR PIT BOY CPF14933389861

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  4. Caro Comandante, minha admiração pelas pesquisas. Fui Guarda Civil de 63 a 75 e guardo a honra de ter pertencido àquela corporação. Possuo uma coleção de espadas e espadins e entre elas está uma espada da Guarda Cívica citada pelo senh, além de espadins da Guarda Civil. O quartel da Guarda Cívica ficava no Parque Dom Pedro onde anos depois foi um quartel do Exercito , o BG.
    Grande abraço.
    Victor Saeta de Aguiar
    alphauno@hotmail.com

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  5. Caro Comandante...seu blog tem sido uma fonte de conhecimentos e de pesquisas sobre as nossas guerras paulistas. Muitos nomes que encontro nas suas inserções me são bastante familiares, tais como a do Cel. Campanhã, meu amigo e concorrente. Ele já nos deixou mas hoje, no SESVESP, o sindicato que congrega as empresas de segurança privada de São Paulo o nome dele está estampado na Biblioteca da entidade em homenagem ao ilustre associado. Outro nome que me trás muitas lembranças é o do Dr. Ibrahim Nobre, com o qual tive o prazer de viajar para São Jose do Rio Pardo, onde o mesmo procedeu a entrega de Medalhas da Constituição aos combatentes locais. Isso ocorreu nos ano de 1968 e outros coronéis estavam conosco no Aero Wllis Itamaraty da Assembleia, que eu dirigia na condição de Guarda-Civil alocado no Poder Legislativo estadual. Estava conosco também declamadora de seus versos constantes no livreto "Minha Terra! Minha pobre Terra!, do qual guardo um exemplar que me foi dado pelo Dr. Ibrahim. Estava conosco tambem uma senhora que foi para declamar o texto. Enfim, coronel, ler todas as suas narrativas é uma forma de tomar conhecimento das coisas que ocorreram que não tiveram a devida divulgação para as gerações que se seguiram. Parabenizo-o pelas narrativas e pelo trabalho imenso de compilar tamanho acervo.
    Grande abraço para o senhor.
    Victor Saeta de Aguiar

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